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sábado, 3 de janeiro de 2026

Feliz 2026 (com uma vénia a 2025)

Cada vez que um ano chega ao fim, gosto de fazer um apanhado das coisas que se passaram, tendo, quase sempre,  concentrado as atenções nas coisas da Corrida. Desta vez não foi só Corrida, mas é por aqui que começo, pois vai ser rápido:


CORRIDAS
Fiz 2 Maratonas (Aveiro e Porto; 4 Meias Maratonas ( Cascais, Lisboa, Nazaré e Descobrimentos); 1 Prova de 17 Km ( Corrida Fim da Europa); 3 Provas de 15 Km ( Corrida dos Sinos, Corrida do Primeiro de Maio e Corrida das Fogueiras); 2 Provas de 10 Km (Corrida do Benfica e Corrida de Santo António), o que dá um total de 12 provas, menos do que o habitual, mas quando a saúde não aconselha a grandes aventuras, fico contente com aquilo que consegui fazer.


Em termos de Organização, cumpri mais uma edição do Trilho das Lampas, a 11ª, e da Meia Maratona de S. João das Lampas, a 47ª.


E, se tenho orgulho nas Corridas,  passo, agora, a falar  de outras coisas que me envaidecem de uma forma que aconchega ainda mais o ego, que foram as:


DISTINÇÕES 
-Medalha de Mérito Municipal - Grau Ouro por Bons Serviços e Dedicação, atribuida pela Câmara Municipal de Sintra (por proposta do meu amigo e Presidente da Direcção da Associação Humaniária dos Bombeiros Voluntários de Sintra, Dr. José Bento Marques, a quem deixo um enorme agradecimento);



-Medalha de Honra -Grau Ouro da Associação Humanitária dos Bombeiros V. Sintra;



-Medalha da União das Freguesias de S. João das Lampas e Terrugem e Voto de Louvor;


- Homenagem surpreendente e emocionante feita na pedra, no centro da minha terra, a cem metros do local onde nasci, num momento também carregado de significado, na presença dos membros do Executivo, da Assembleia de Freguesia e muito público, momentos antes da partida do 11º Trilho das Lampas. Um momento que nunca esquecerei e que, do fundo do coração, agradeço ao executivo da Junta de Freguesia, liderado por Guilherme Ponce de Leão, tamanha distinção. Tudo isto, no ano em que passei à reforma, após 50 anos ao serviço da Junta e da comunidade. 



TELEVISÃO
Sem saber como, a RTP tomou conhecimento destas coisas e convidou-me para o programa"A Nossa Tarde" de Tânia Ribas de Oliveira. Foi uma experiência muito interessante de que gostei muito.



As minhas colegas a aplaudir o "atleta"



CULTURA LOCAL

No início dos anos sessenta, precisamente nos anos da minha meninice, instalou-se em S. João das Lampas uma antropóloga americana, de nome Stacey Riegelhaupt, que durante cerca de um ano, se dedicou ao estudo da comunidade de uma aldeia relativamente próxima da Capital, debruçando-se sobre a influência que essa proximidade teria na forma de vida das pessoas. Chamou-lhe "In The Shadow of the City", à Sombra da Cidade. Esse estudo constituíu a tese de doutoramento da autora, na Universidade de Columbia, e foi marcado por um enorme sucesso, apresentando-se como uma forma inovadora de trabalhar a antropologia. Depois de muitos anos estagnado, foi possível, graças à conjugação de esforços de diversos responsáveis ( Jorge Telles de Menezes que traduziu, Henrique Martins, geógrafo e membro da Assembleia de Freguesia que nos apresentou o Dr. João Leal, do Centro de Estudos Antropológicos -CRIA, o qual se prontificou a fazer o acompanhamento técnico tendo, inclusive, conseguido localizar a filha da Autora, Stacey Riegelhaupt 

Stacey Rigelhaupt 

e obter dela a autorização para publicar a obra e Guilherme Ponce de Leão, Presidente da União das Freguesias de S. João das Lampas e Terrugem, que desde o início, se prontificou a fazer tudo o que fosse possível para se poder fazer a publicação e lançamento). E conseguiu-se. No dia 28 de Junho, na Sociedade Recreativa de S. João das Lampas, com a presença de Stacey Rieglhaupt, vinda expressamente do Colorado para assistir a este momento, foi feita a apresentação do trabalho que, tendo uma vertente técnica que não domino, constitui um testemunho fiel da minha aldeia, fazendo-me viajar no tempo a uma realidade que eu presenciei e, nostalgicamente revivi. Daí ter dado destaque a este momento, que culminou com a inauguração do novo topónimo SÃO JOÃO DAS LAMPAS.



 
POLÍTICA
Com a passagem à reforma e, teoricamente, ter maior disponibilidade, fui convidado para integrar a lista "Sempre com os Sintrenses" (PSD+IL) na candidatura à Assembleia de Freguesia de S. João das Lampas. Hesitei muito, pois ao longo de 50 anos, sempre procurei a neutralidade e ser igualmente leal a todas as forças políticas que dirigiram a Junta. Aceitar o convite, parecia-me fazer hipotecar todo um passado marcado pela independência. Além de que, nas listas adversárias também havia pessoas de quem gosto muito e que eu não queria defraudar.  Entendi, porém, que com a experiência adquirida ao longo da vida profissional, poderia ser útil à minha gente. E era isso que estava em causa e não as simpatias partidárias. E gostei das pessoas que me acompanhavam neste desafio. Por outro lado, o avançar da idade fez-me decidir : ou seria agora, ou não voltaria a ser. Aceitei, assim, o papel de candidato. Ganhámos as eleições. Com um maioria confortável, que ajudará a tomar decisões, mas que não dispensa darmos o nosso melhor para a prossecução dos objectivos que traçámos e que me fará adiar o descanso da reforma por mais quatro anos. 

E aí está, um executivo confiante e empenhado

 Não queria exigir de mais do Criador, mas uma "ajudinha" dava muito jeito.

Vamos, então, enfrentar 2026 com optimismo sustentado em trabalho, confiança e empenho.  

FELIZ ANO NOVO PARA TODOS.












terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

9ª Meia Maratona de Cascais

 

Estive lá sim senhor. Em Cascais. Não apareci ainda na classificação, mas a Organização já me disse que iria corrigir.
De facto, não poderia falhar esta Prova Fantástica, com a chancela HMS e que vai na 9ª Edição. A Meia Maratona de Cascais, que sucedeu a uma das clássicas que fiz tantas vezes e que resistiu anos e anos a fio: Os 20 Km de Cascais.
A princípio, confesso que fiquei com pena de se ter posto fim a uma das poucas Provas de 20 Km, e que já tinha mais de 30 edições realizadas, logo, com um historial de respeito.
Mas a verdade é que a Meia Maratona e Cascais assumiu uma dimensão "estratoesférica", com milhares na Meia, milhares nos 10 Km e milhares nos 5Km.
Estava uma manhã convidativa à prática da Corrida e o tão receado vento do Guincho não apareceu. Nem calor, nem frio, apenas encoberto era como estava o tempo.
Comecei com muita calma, partindo dos +1,50. Estava certo, que não me sentia em condições de tentar fazer melhor. Por isso, partindo lá de trás, demorei 8 minutos a passar a linha de partida. Ia junto à bandeirinha dos 6'/km, que se foi afastando de mim, lá para a frente, chegando a ter mais de 200 m de vantagem e eu sem pressa nenhuma, era guiado apenas pela minha disposição. A marca seria secundária.
Aos 6km, vi que me aproximei da tal bandeirinha e aos 8Km passei-a, mantendo um passo que me parecia regular.
Do Guincho para cá, mantive o andamento e cheguei à meta com o relógio oficial a marcar 2,07,35, o que deu um tempo líquido de 1,59,35, mais coisa menos coisa. No fundo, escapei às 2 horas. Olha que bom!
Parabéns a esta excelente Organização que nos proporcionou uma memorável jornada de desporto e convívio entre tanta gente amiga que partilha do gosto por esta modalidade arrebatadora em que, uma vez lá entrados, só não podendo mesmo é que se abandona. Enquanto me for mexendo, Cascais pode ir contando comigo.





domingo, 26 de janeiro de 2025

34ª Corrida Fim da Europa

 

No que diz respeito a Corridas, para mim, o ano de 2025 começou pelo Fim... da Europa, a 34ª Edição desta excelente prova de 16,7 Km entre Sintra e o Cabo da Roca e que tantas vezes me levou a subir a Serra e depois descê-la, com a ajuda de todos os santos,  até à ponta da Europa continental.

Dadas as notícias da meteorologia, íamos com um certo receio de temporal, mas esteve uma manhã perfeita, apenas manchada por algum nevoeiro, que acabava por esconder muito do belo que esta prova nos mostra ao longo do percurso.

A semana tinha sido fraca, em termos de treino, pelo que subi à cautela, na esperança de chegar à Peninha e a sua tenebrosa rampa, por volta dos 10Km, e dar largas à passada até ao Farol, sempre a descer.

E assim foi. Cheguei ao Cabo, ao cabo de 1.34  menos 2 minutos que em 2024. 962º Classificado e 6º M65. Todos os resultados aqui.

Fiquei contente, pois claro. Quanto às pernas...amanhã é que vão ser elas.

Em termos de Organização, tudo perfeito, não fosse aquilo que toda a gente viu. Para quem já conhecia apenas achava estranho, mas quem não conhecia estava a ser levado ao engano. Que mal pergunte: a pessoa que andou a distribuir as placas dos Km ... "não é de cá, pois não"? É que o percurso não esticou e, de repente, os 2 Km finais passaram a ser só um, pois já não havia mais terra para prosseguir. 

Porém, mais placa menos placa,"Dificilmente haverá prova mais bonita". E que tenha uma longa Vida. Parabéns à Câmara Municipal de Sintra pelo merecido investimento nesta Prova.

Deixo-vos algumas fotos:





terça-feira, 31 de dezembro de 2024

2024 - O Balanço

Está a finar-se 2024. Para uns foi de feição, para outros nem por isso. Cá por mim, não me queixo. Mesmo sem me ter saído o euromilhões, mesmo sem ter passado a ganhar um ordenado daqueles...(vocês sabem do que estou a falar) considero-me afortunado porque a saúde não me pregou partidas muito sérias. Ou, pelo menos, que me tenha apercebido delas. A verdade é que me permitiu entrar nos 70 e continuar a praticar a Corrida de que tanto gosto.
E foram 18 as provas que fiz conforme mostram os dorsais que vou guardando e que vos mostro nesta manta de retalhos:
Ou seja:
  - 3  Maratonas (Aveiro, Lisboa e Porto)
  - 5 Meias Maratonas (uma na Areia) (Cascais, Douro Vinhateiro, Nazaré, Descobrimentos e Caparica)
  - 3 de 15 Km (Sinos, 1º de Maio e Fogueiras)
  - 1 de 17 Km (Fim da Europa)
  - 5 de 10 Km  (Stº António, MTBA, Corrida do Tejo, S. Silvestre El C.Inglês e S. Silvestre Lidl)
  - 1 de ...300m (Challenge Escadinhas da Saúde)

Trocando os dorsais pelas lembranças, ainda que de forma desgrenhada, aqui estão elas:
Faltam duas: O Manjerico da Corrida de Santo António e a maçã da Corrida do 1º de Maio, que comi na hora.


Falta-me fazer um quadro com os resultados, mas isso vem a seguir.
Desejo-vos a todos um EXCELENTE ANO DE 2025.
  

17ª S. Silvestre de Lisboa - Lidl

 

Inesperadamente, encontrámos a Ana. Agradável surpresa.






Metros finais


No final encontramo-nos todos





Para fechar o ano de 2024, não podia faltar a esta grande Festa da Corrida: a 17ª S. Silvestre de Lisboa, que, desde 2008, em Dezembro, leva milhares e milhares à capital que, nesta altura do ano, se apresenta sempre com belíssimas iluminações de Natal, a proporcionar um cenário muito agradável para correr.
Sou freguês desde a primeira edição, quando numa noite chuvosa (fui rever o que escrevi aqui na altura) perto de dois mil atletas partiam do Rossio. Voltei sempre e tenho a colecção completa. Aliás, só há 3 provas de que sou totalista: Maratona do Porto, com 20 edições realizadas, S. Silvestre de Lisboa -Lidl, com 17 e Corrida de Santo António, com 13.
Em relação a esta Prova, parti da box dos sub-50, o que foi excelente, pois demorei apenas 50 segundos a passar a linha de partida e deu para começar logo a correr num andamento a rondar os 5 minutos por km, coisa que eu sabia não ser para mim. as a verdade é que o marca passo dos 50m alcançou-me aos 3Km, acompanhei-o até aos 5 e achei melhor não tentar acompanhá-lo pois a partir da Praça do Comércio, até o Marquês de Pombal era sempre a subir e era preciso reservar algumas energias.
Tanta gente! Indescritível a massa humana que subia e descia a Avenida da Liberdade! Contornada a Rotunda do Marquês (onde o pessoal da bola gosta de ir festejar a vitória dos de um ou do outro laConsegui fazê-lo em 4o da 2ª Circular) iniciava-se o último Km, que tem a particularidade de ser cronometrado.  Consegui fazê-lo em 4'15''. Obrigado! Era a descer, eheh.
Tempo final (de chip) - 51'05''. 2894ª entre 11944 que chegaram.
Ah, mas, do meu novo escalão, fui o 6º entre 42. Agora é que isto vai começar, eheh.
Resultados completos aqui.




quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

S. Silvestre Lisboa El Corte Inglês

 






Fim de tarde de Domingo, para ir até ao Saldanha, de onde partiria a Corrida de S. Silvestre El Corte Inglês, na que seria a minha última corrida antes de ser septuagenário.

Parti lá de trás do grupo dos mais de 60m, o que obriga a algum esforço para encontrar um ritmo próximo do meu. Ainda cheguei a pensar que faria um resultado sub50, mas enganei-me. Fiquei-me pelos 51,40, o que também não é mau de todo. Haja saúde.

A próxima será a do Lidl, a 28 de Dezembro, a última do ano. Também em Lisboa, mas na Avenida da Liberdade iluminada.

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Meia Maratona dos Descobrimentos


 A Meia dos Descobrimentos no Dia da Restauração.

Uma manhã amena, sem frio nem vento, meio encoberta, mesmo a jeito de correr a minha última Meia Maratona enquanto sexagenário.

Gosto muito desta Prova, esplendidamente patrocinada pela Generali -Tranquilidade, cujas cores tenho o gosto de vestir.  Acho eu que só falhei uma das 11 edições realizadas desde 2013.

Com a malta do costume (Nuno,Franco Bruno, Fernando, Álvaro)

 

Saí da box das 2 horas e demorei quase 3 minutos a chegar à linha de partida, à frente do CCB, onde foi instalado um pórtico, estranhamente baixo. Ligo o relógio (aleluia! desta vez ficou a funcionar!) e lá vai ele, para uma corrida calma e controlada. Sapatilhas "especiais", daquelas com placa de carbono e assim, que trouxe da Maratona do Porto. Tinha feito uns quatro treinos com elas, para adaptação e pareceu-me uma boa compra e esta era a prova certa para as experimentar.

Sem pressa, fui esperando que a "densidade" de atletas diminuísse para ir passando mas, como ia com um ritmo próximo de 5,30/Km e me sentia bem, achava que não era preciso muito mais, só que, lá mais para os 10 Km já ia a 5,00/Km ! Na verdade, assustei-me, mas não dei conta de que tinha subido o ritmo daquela maneira. 

Desta vez não fomos ao Rossio. "Esticou-se" o percurso para lá de Santa Apolónia e fez-se o retorno por baixo do viaduto lá para os lados de Xabregas por volta dos 12 Km e depois, sempre a direito até ao Museu da Marinha. 

Gosto do nome da Prova. Acho-o feliz, pois evoca  uma época em que fomos grandes e desenrola-se ali, à beirinha do Tejo, de onde partiram as naus. O certo é que, durante a Corrida, vamos imaginando coisas de uma época que não vivemos, ligada à grande epopeia da nossa História: 

Já no largo Oceano navegavam

As inquietas ondas apartando, 

Os ventos brandamente respiravam

Das naus as velas côncavas inchando;

De branca escuma os mares se mostravam

Cobertos, onde as proas vão cortando

As marítimas águas consagradas

Que do gado de Proteu são cortadas.

(Lusíadas Canto I -19)

Não sei se foi por vir distraído, a verdade é que não tinha sinais de cansaço e o ritmo não abrandava, o que me surpreendeu. Fiz vários km abaixo de 5 minutos. "Tás bruto"- dizia cá para comigo. -"Vamos ver se te aguentas". E o rapaz aguentou-se : 1,47,31 (tempo de chip) 1.50.15 (t. oficial). Resultados completos

"... Os bofes bravamente respiravam


 / As pernas lá se iam aguentando...)

"E quando os sons da meta se escutavam"

"A passada, por fim, vai-se apressando"

"E eis que a última curva vai ser dada"

"Para ter esta medalha pendurada."

Há mais de 6 anos que não fazia um tempo destes. Treino? Humm, acho que não; Esforcei-me mais? Humm, não sou menino para sair da zona de conforto; Sapatilhas especiais? Queres ver que sim!?!?

E pronto, para 2024 só faltam as S. Silvestres. Acho que só posso ir a duas.